Bem-vindo à Rádio AfroLis! Todas as quintas-feiras com novos programas!

O trabalho realizado através do audioblgue Rádio AfroLis deu origem à criação da AFROLIS – ASSOCIAÇÃO CULTURAL, em outubro de 2015!

Contamos contigo para mais momentos de partilha! Contamos contigo como parte da nossa visão de partilha! Contamos com o teu apoio como sócio/a! A ficha de inscrição está aqui AQUI e deixamos também aqui o nosso agradecimento do fundo do coração!

Áudio 96 – Funge Com Cachupa Em Som (Vado e Angolano)

Vado (20), português de origens cabo-verdianas, vive na Damaia e Angolano (21), nascido em Angola, vive no Vale da Amoreira. São dois jovens que fazem música (rap, kizomba, kuduro) há mais de 5 anos e que têm um nome forte nas redes sociais onde divulgam o seu trabalho. Nesta semana de Carnaval, a dupla lançou o som “Não deixa cair a máscara”, no estilo musical Afro Trap (Kuduro e Rap). A produção é de Katana, conhecido produtor que já trabalhou com vários músicos e grupos como o Janelo dos Kussondulola.

 

Mais infos

 

Áudio 95 – Valete em retrospectiva com o olhar sobre o fututo

“Um homem que está numa luta anti-racial, tem que estar num combate feminista, numa luta contra o machismo e num combate contra a homofobia. (…) Para mim é o que faz sentido. Com muita, pena eu não vejo isso. Vejo muito pouco isso. (…) Mas também percebo que é quase impossível, tu viveres em sociedades que têm esta história de milénios racismo, milénios de sexismo, milénios de homofobia, e depois a sociedade não produzir racistas, sexistas e homofóbicas… Eu só queria que houvesse essa consciência e, a partir da consciencialização, a procura da cura.”

Valete, rapper e produtor português, filho de pais imigrantes santomenses, nascido na Damaia, Amadora. Valete é uma grande referência do Hip Hop em Portugal e, depois de 10 anos sem publicar um trabalho oficial, fala do seu percurso musical, de  novidades para abril de 2016 e do projeto, em construção, do que o artista chama de um novo Valete.

Áudio 94 – Harambee Todos Juntos Por África

Maria José Figueiredo é a presidente da associação Harambee Portugal que funciona no pais desde 2009. O lançamento da Harambee internacional, a instituição mãe,  foi feito informalmente, em 2002, com o objetivo de  reunir fundos para ajudar os africanos a construírem o seu próprio futuro e criar e difundir um olhar positivo sobre África. Trata-se de uma dupla missão: Ajudar África a ajudar-se e Comunicar África. Maria José Figueiredo é a minha convidada de hoje e conta-nos como tudo funciona.

HARAMBEE: Termo suaíli que significa TODOS JUNTOS, TODOS À UMA

 

Afrolis – Associação Cultural apresenta Ciclo de Cinema: África Positiva

CARTAZ _AFRICA POSITIVA_V02-page-001A Afrolis – Associação Cultural, apresenta 4 dos documentários produzidos para a série Nova África da produtora brasileira CineGroup no Ciclo de Cinema África Positiva. Durante o mês de fevereiro, todas as quartas-feiras, a partir das 19h, na Casa do Brasil juntamo-nos para ver documentários sobre África, que serão seguidos de uma conversa com convidados para falar sobre as temáticas abordadas, petiscos e convívio. A entrada é gratuita!

Este Ciclo de Cinema Documental tem também como objetivo dar a conhecer a Afrolis – Associação Cultural, que procura contribuir para a divulgação de culturas afrodescendentes contribuindo para o seu reconhecimento e desenvolvimento, tendo como área de atuação a cidade de Lisboa.

 

 

Sinopses

 1) Nova África – Mulher: Mãe da paz e da evolução (3 Fev, 2016)

O primeiro documentário da série Nova África mostra que, apesar de todas as adversidades, a mulher africana está a obter reconhecimento mundial por seu ativismo e liderança. A viagem começa na Guiné Bissau, com a visita a um arquipélago habitado por uma sociedade matriarcal mantida ao longo de gerações pela etnia Bijagó. No Quénia, onde conhecemos Wangari Maathai, ativista reconhecida internacionalmente pela sua luta pela democracia no país, vencedora do prémio Nobel da Paz, em 2004. E ainda no Quénia, destaca-se a apresentadora de televisão considerada uma das 40 celebridades mais poderosas da África pela revista Forbes, Patricia Amira. O último destino é a Libéria onde Leymah Gbowee, por meio de um movimento pacífico, contribuiu para o fim da segunda guerra civil liberiana.

Duração: 26 ’04

 

2)Nova África – Heróis das independências Africanas (10 Fev, 2016)

O Nova África dessa semana mostra a história de líderes africanos que motivaram multidões e contribuíram na expulsão de colonizadores e na construção de uma identidade própria. O destino inicial do programa é Gana, o primeiro país do continente a se libertar de seus colonizadores em 1957.O programa conta a história do líder ganense e considerado por muitos como o responsável pela independência da nação: Kwane Nkrumah, um libertador que sonhou com a união dos povos africanos. No Senegal conhecemos a história do poeta que possibilitou a independência e governou durante 20 anos o seu país: Leopold Senghor, primeiro africano a entrar para a Academia Francesa de Letras e um dos fundadores do movimento da consciência negra mundialmente conhecido, La Negritude. Não se podía deixar de falar de um herói responsável pela libertação colonial de dois países: Amilcar Cabral. Defensor da independência de Cabo Verde e Guiné Bissau, e grande conhecedor do sofrimento de seus povos, Cabral dedicou a sua vida na luta contra os invasores europeus.

Duração: 26 ’03

3)Nova África – Tecnologia para mudar (17 Fev, 2016)

O Nova África desta semana mostra como o continente africano tem buscado novas perspectivas e investido em pesquisas científicas e tecnológicas. Cabo Verde é um exemplo de país que pretende modernizar a sua realidade com um projeto ambicioso: tornar-se uma das primeiras nações do planeta totalmente conectada na internet.

No Quénia apresentamos uma empresa de tecnologia da informação que desenvolve softwares com o objetivo de mudar não só a realidade da África, mas também de outros 132 países. Ainda no Quénia, mostramos o principal sistema de pagamento eletrônico, o M-Pesa. A diretora de marketing e desenvolvimento de produtos, Angela Nzioki, explica como funciona essa troca e quais são as vantagens para os quenianos.

No Uganda, ficamos a saber de um sistema de rastreamento de informações de saúde, desenvolvido no país por técnicos locais, o M-trac, que funciona como uma espécie de banco de dados. Este banco de dados regista desde o número de ocorrências de malária, febre amarela e AIDS, até casos de desnutrição.

Duração: 25’47 min

4) Nova África – Nelson Mandela (24 Fev, 2016)

O Nova África conta a história de um dos maiores líderes mundiais de toda a história: Nelson Mandela. Vejam como se deu o início da segregação racial oficial feita na África do Sul e como um partido formado por brancos instituiu leis severas contra a população negra do país. Acompanhem a trajetória desse líder que revolucionou toda uma nação por meio da paz e do diálogo, lutou pelo fim do Apartheid, sistema racista que dividiu a África do Sul em negros e brancos, e viveu duros 27 anos de prisão política.

Duração: 25’23 min

 

 

Afro-Reflexões: Democracia…

Por Cristina Carlos

Dia 24 temos outras eleições presidenciais. O que faremos nós afrodescendentes a viver em Portugal?

Vamos dormir? Passear? Votar em branco? Ficar em casa a comentar o comentador? Que faremos nós afrodescendentes? Nós que não lutámos pela liberdade nem contra o colonialismo nos países dos nossos antepassados? Nós que não lutámos pelo direito ao voto a ferro e fogo na diáspora mas que ainda vemos muitos sem ele? Votamos em quem nos representa? Votamos para que nos representem?

A forma como os eleitores negros eram recebidos em estados onde os democratas controlavam os votos nos Estados Unidos. (1899)

O que faremos nós mulheres? Nós que já não temos de lutar para ter um passaporte, para poder viajar sem a autorização do marido, para poder ser donas de propriedades e mais umas “coisitas” que só homens podiam fazer?

Dizem que a democracia começou na Grécia, uma democracia parcial, porque só os homens livres podiam votar; só eles tinham tempo para se sentar nos anfiteatros da Acrópole e escutar discursos retóricos de outros tempos.

Os franceses levaram a Democracia para outro patamar; com a fraternidade, igualdade e liberdade, levaram a democracia para além do Atlântico e doaram a Estátua da Liberdade aos auto-proclamados guardiãos da Democracia do novo mundo – os Estados Unidos da América. Mais uma vez uma liberdade seletiva, numa nação cimentada na escravatura e na segregação, ao ponto de alterarem a constituição, para excluírem negros do estatuto de cidadão. Os negros norte-americanos, lutaram, marcharam, muitos morreram, e o voto foi conquistado em 1965.  O mesmo aconteceu com as mulheres que depois de muita luta, um pouco por todo o mundo, foram conquistando o direito ao voto. Agora, em 2016, temos um presidente negro nos Estados Unidos e pelo menos 18 mulheres como chefes de Estado desde Alemanha, Jamaica, Brasil e Bangladesh. Em Portugal, depois da revolução dos cravos, a mulher pode votar em pé de igualdade com os homens desde 1976.

Não parece haver muito mais que fazer a não ser exportar o conceito da democracia para países onde reina a tirania e do eixo do mal…

Dizem as más-línguas que, como a tradição, a democracia já não é o que era. Temos famílias e clãs com histórias ligadas ao poder, mas também a dinheiro velho, com bancos mais ou menos novos, e comentadores que nos traduzem em português corrente o que se passa nesse mundo novo da democracia.

Entrou uma nova geração em que  uma mão lava a outra, em que os jobs for the boys and girls até que começam a dar bronca, porque a política é agora uma profissão de risco.  Eles não se entendem, uns até já vão presos, mas todos têm de prestar contas à troika.

E nós, afrodescendentes, do lado de cá?

A contar tostões! Presos a  empregos precários, a viver em habitações igualmente precárias, com baixos níveis de educação e altos níveis de desemprego, olhamos, por isso,  para as campanhas dos candidatos presidenciais e pensamos: “Será que vale a pena?”

Podemos ficar em casa, a aumentar a taxa de abstenção… Mas também podemos aceitar a dádiva de quem lutou e continua a lutar para termos o direito ao voto e exercê-lo – votar. Mas nunca em branco, porque isso é batota…

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Áudio 77 – Jovens Afrodescendentes E As Eleições Legislativas

 

 

 

Áudio 93 – Rap crioulo: Baby Dog e seu novo álbum “Lost Tapes”

Baby Dog sobre o seu novo álbum: “Lost Tapes – Nada Ka Ta Muda” é todo baseado no bairro (…) do lado negativo e do lado positivo. No lado negativo vejo que nada muda se a gente não mudar.”

O rapper Baby Dog vive no Bairro 6 de Maio, na Damaia, faz rap há mais de 10 anos e, de momento, encontra-se a preparar o seu próximo trabalho “Lost Tapes” [Faixas Perdidas], que estará disponível a partir do mês de fevereiro de 2016. O álbum “Lost Tapes” é composto por faixas soltas produzidas pelo artista ao longo dos últimos 3 anos.  Baby Dog começou por fazer rap em português mas cedo passou para o rap crioulo.  A Afrolis foi visitá-lo à Damaia para uma conversa com o rapper que tem como lema: “Conseguir! Vencer!”