Bem-vindo à Rádio AfroLis! Todas as quintas-feiras com novos programas!

O trabalho realizado através do audioblgue Rádio AfroLis deu origem à criação da AFROLIS – ASSOCIAÇÃO CULTURAL, em outubro de 2015!

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Áudio 171 – Agadá – Companhia de Dança Afro Contemporânea

Lúcia Afonso, Jorge Cipriano e David Amado formam a constelação perfeita para a criação da Agadá – uma Companhia de Dança Afro Contemporânea. Este projeto tem o intuito de abrir espaço para bailarinos negros e aumentar a diversidade no chamado ballet clássico. A primeira Audição vai ser no dia 16 de fevereiro de 2018 no Jazzy Dance Studios em Saldanha, e as inscrições têm sido feitas através do email: ciaagada@gmail.com

“As pessoas acham que certos tipos de dança são reservadas para certas pessoas. Eu, por ser bailarino clássico, as pessoas acham: mas você não é branco; você não é mulher; você não tem esse corpo de bailarino… Mas eu quero fazer essa fusão para criar algo novo e para criar um espaço para pessoas que se parecem comigo. (…) Eu quero contar historias negras com o ballet (…)”, David Amado.

Áudio 170 – Literatura infantil negra “O Pequeno Rasul”

“Era uma vez um pequeno feijão africano que…” E o resto contam-nos Akil de Sousa e Andreia Tavares no livro infantil Pequeno Rasul. Este livro foi pensado para o seu filho, Diego, que, como muitas crianças negras, poucas histórias tem nas quais se consegue rever.  O lançamento do livro vai ser no próximo dia 17 de Fevereiro, pelas 16h, na Associação Juvenil TACE, (Rua Augusto Nobre, nº4A, Outurela – Carnaxide, Oeiras-Lisboa).

Livro Djidiu – A Herança do Ouvido, por Joacine Katar Moreira

“Não há revolução sem amor, sem cultura e sem sonhos. Não há revolução sem ódio, sem separações e sem unidade.

Carlos Graça, Carla Lima, Carla Fernandes, Luzia Gomes, Apolo de Carvalho (Esq. p/ dir.)

O Djidiu escolheu o amor para expressar os mais diversos sentimentos que habitam os afrodescendentes portugueses: sobre a educação, a cultura, representatividade, as liberdades, a família, as violências, opressões e exclusões que marcam as suas vidas. A sociedade portuguesa recusa ser racista, mas como pode não ser racista se apenas considera portugueses os brancos que a habitam? Perguntam-nos sempre de onde somos. Nós vivemos aqui, nós crescemos aqui, nós trabalhamos aqui, contribuímos aqui, construímos aqui, nascemos aqui e morremos aqui. Mas não somos daqui. Por outro lado e falando agora para os activistas de que sou parte, este livro para mim simboliza a diversidade. Não é um livro que fala a uma só voz. Cada autor verbaliza a sua própria história, as suas experiências individuais, na sua própria voz e olhar sobre a história e o presente, mesmo que muito do que é relatado nos seja familiar ou nos toque profundamente.

Joacine Katar Moreira, Carla Fernandes, Anabela Rodrigues, Cristina Roldão (esq. p/ dir.)

 

É esta diversidade que o activismo negro em Portugal tem de aceitar. Esta pluralidade de vozes e de lugares de fala entre nós. Porque a verdadeira unidade, não é a que acontece entre partes iguais, mas sim entre alas diferentes de pensamento e de acção. Quando dois pensamentos iguais se encontram elas se fundem. Quando dois pensamentos diferentes dialogam, eles continuam sendo dois e continuam dialogando, ocupando mais espaço de intervenção. Temos de controlar a vontade da fala única e a necessidade de convergência sempre, porque a nossa força está na pluralidade das nossas vozes. É preciso aceitar as diferenças e nunca, jamais encerrar as fileiras. Esta obra vem provar-nos que é este o caminho.”

Joacine Katar Moreira sobre o livro Djidiu – A Herança do Ouvido, no dia 23 de janeiro de 2018, na apresentação da obra, no Museu do Aljube.

Onde comprar o livro:
Livraria Ler Devagar (LXFactory)
Livraria Ferin (Chiado)
Livraria Tigre de Papel (Arroios)
Livraria Distopia (Sao Bento)
Livraria Pó dos Livros (Saldanha)

Áudio 169 – Memorial Às Vítimas da Escravatura Em Lisboa

A Djass – associação de afrodescendentes propôs  a construção de um memorial às vítimas da escravatura no centro histórico como projeto para o orcamento participativo da Câmara de Lisboa e ganhou com a maior votação.  Beatriz Dias , presidente da Djass, fala-nos deste prémio lembrando a importância de honrar a memória de pessoas escravizadas, do reconhecimento dessa experiência e da criação de medidas de reparação do legado da escravatura.

 

Áudio 167 – Lugar De Fala E Relações De Poder Com Jota Mombaça (Parte II)

O corpo negro aprendeu a pensar-se como um problema pela hipermacação do processo da racialização. “Na medida em que a gente racializa o branco, a gente desequilibra o branco. E desequilibrar o branco é fazer ele aprender a se pensar como um problema.(…) O branco tem que aprender o que é que significa ser branco no mundo. Não é fixe! Não é moralmente defensável a posição do branco e eles vão ter que aprender a lidar com isso.”

Jota Mombaça vem do Brasil, onde começou a desenvolver práticas da escrita, das artes performativas que refletem a sua racialidade, desobediência de género e as violências a que estas posições estão associadas.

Áudio 166 – Lugar de Fala e Relações de Poder com Jota Mombaça (Parte I)

“Eu me coloco como atitivista do lugar de fala, como uma pessoa que acredita e aposta no lugar de fala como uma ferramenta política importante nesse momento da história. (…) O lugar de fala não é estático.”

Jota Mombaça vem do Brasil, onde começou a desenvolver práticas da escrita, das artes performativas que refletem a sua racialidade, desobediência de género  e as violências a que estas posições estão associadas.

Esta entrevista divide-se em duas partes e na próxima semana (26 de outubro 2017) continuamos com a reflexão sobre as valências do conceito de Lugar de Fala e as dinâmicas das relações de poder, sempre considerando a violência presente nestas relações e posicionamentos.