Áudio 179 – Mostras do Espetáculo Igbádú – O Céu e a Terra

A Companhia de dança afro contemporânea – Agadá, apresenta mostras do seu primeiro espetáculo “Igbádú – O Céu e a Terra” nos dias 19, 20 e 27 de maio. O musical é coreografado por Jorge Cipriano, um dos fundadores e sonhadores da companhia, e gira em torno do processo de criação do mundo a partir do povo iorubá, no sentido de valorizar uma visão contemporânea dos mitos africanos sobre a criação do planeta Terra e dos seres humanos . Pedro Henrique Barbosa, o diretor artístico da Companhia, fala-nos do espetáculo.

Mostra no Museu Nacional do Teatro, 19 de maio

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Áudio 178 – Racismo no País dos Brancos Costumes, por Joana Gorjão Henriques

Hoje quem nos fala e Joana Gorjão Henriques jornalista e autora do livro “Racismo em Português”, editado pela Tinta da China em 2016, que trata o lado africano da historia colonial. Agora, em 2018, lança o livro “Racismo no País dos Brancos Costumes”.

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“Este é um livro, no limite, para a sociedade branca que tem que desenhar políticas publicas e que tem que olhar de frente este problema e traçar estratégias para combater o racismo e a discriminação racial.” (Joana Gorjão Henriques)

Segundo o evento do Facebook:”O dia do lançamento do livro “Racismo no País dos Brancos Costumes”, da jornalista Joana Gorjão Henriques, será também o dia de um ciclo de debates sobre racismo em Portugal: conversas inspiradas pelas histórias do livro, sobre Educação, Justiça e Nacionalidade, e também performances teatrais e leitura de poesia, com entrada livre.”

Áudio 177 – Rock in Rio destaca músicos africanos no Palco Rock Street

O Rock in Rio Lisboa  2018 realiza-se nos fins de semana de 23 – 24 de junho e 29 – 30 de junho de 2018.  Na edição deste ano, o palco EDP Rock Street vai promover um encontro entre tradição e modernidade, ao som das músicas de África. Semba, Kilapanga, Funaná, Coladeira, Rumba, Jazz, Rock, Afro-Punk, Kwaito e Kuduro são alguns dos ritmos que vão passar pelo Palco EDP Rock Street.

Entre os artistas convidados estão Bonga, Selma Uamusse, Ferro Gaita, Baloji, Paulo Flores, Nástio Mosquito, Kimi Djabaté, entre outros nomes. Paula Nascimento é a curadora do palco EDP Rock Street e fala-nos mais sobre esta iniciativa do Rock in Rio.

Áudio 176 – III°Aqu’Alva Stória

De 6 a 15 de abril, realiza-se o III° Encontro Internacional de Narração Oral da Lusofonia, em diversos espaços do concelho de Sintra. O lema do Festival é ” Santos de casa fazem milagres… Somos todos Sintrenses!”

Rui Oliveira e António Bartolomeu, fazem parte da organização (RJ ANIMA – Associação de Dinamização Ambiental, Social e Cultural) e falam-nos sobre o conceito deste Encontro!

Sobre a programação AQUI

 

Áudio 175 – Judoca negro, Célio Dias, assume-se homossexual

“Somos super-heróis. (…) É um estigma. O negro não pode ser doente mental. O negro não pode ser gay. O negro não pode ser transexual. Existe uma parte da comunidade que tem este pensamento que não possibilita a nossa expressão enquanto indivíduos.” Célio Dias é judoca e foi atleta olímpico. Homem negro, assume-se como homossexual e sofre de uma doença mental, a síndrome esquizo compulsiva. Tentou o suicídio por duas vezes mas agora procura partilhar a sua história para inspirar outros a contarem narrativas diferentes.

Mais sobre Célio Dias: Entrevista Record

Especial: A ironia de Sentir o Racismo em Pessoa

Quando um irmão ou uma irmã diz que sofreu racismo, nós acreditamos. Quando um irmão ou uma irmã diz que sofreu racismo, nós ouvimos porque é o eco da nossa dor. Quando um irmão ou uma irmã sofre racismo não o/a silenciamos. Nós, negros, sabemos reconhecer o racismo em ações concretas mas também num olhar, numa entoação, num desleixe da linguagem corporal.

Foi o que aconteceu com o irmão José Luiz Tavares, no dia 21 de março de 2018, Dia Mundial da Poesia e dia Internacional Para a Eliminação da Discriminação Racial. Foi nesse dia que o poeta, negro, cabo-verdiano sentiu o racismo, em Pessoa, na sua Casa. Uma Casa que frequentou e estimou por muito tempo. Uma Casa cuja obra traduziu e, por sinal, o próprio poema “Tabacaria”, que o  levou a Campo de Ourique nesse dia, se incluiu nessa obra, numa tradução de 2007.  E, por ironia do destino, no dia em que se celebrava a poesia e o combate à discriminação racial, José Luiz Tavares, um poeta negro, sentiu o racismo em pessoa.

O poeta cabo-verdiano quis entrar numa sessão esgotada, em que se lia o poema “Tabacaria”, lançado em livro, traduzido para  crioulo por Apolo de Carvalho, membro da Afrolis – Associação Cultural, que assina como co-editora da obra bilingue, mas não o deixaram entrar. Até aí tudo bem – a sessão estava lotada.  Mas depois entram duas pessoas para a sessão esgotada após se ter sido negado o acesso a José Luiz Tavares. Ficou tudo mal!

A Afrolis contactou a direção da Casa Fernando Pessoa para saber qual a sua versão do sucedido e foi-nos informado que a entrada de duas pessoas após José Luiz Tavares ter sido impedido de entrar foi um engano e que já falaram com o poeta. Mas o nosso irmão diz-nos que foi racismo. E quando um irmão ou irmã nos diz que sofreu racismo, nós acreditamos.

José Luiz Tavares traduziu o poema “Tabacaria” para crioulo em 2007. Apolo de Carvalho traduziu o mesmo texto para a mesma língua em 2018. Brindamos o trabalho de ambos pela continuidade do esforço de passar conhecimento de forma transparente e crítica. Porque precisamos de saber quem faz o Trabalho e a que custo.

 

Mais informações: UM AMARGO DIA MUNDIAL DA POESIA

Autora: Carla Fernandes

 

 

 

Áudio 174 – Saúde mental da mulher negra – Papo Preta com Shenia Karlsson

“O racismo é alienante e esquizofrenizante(…) Vamos empoderar por dentro! Criar recursos para transitar [na sociedade]e ocupar! Não adianta querer ocupar e não saber ocupar!”

Shenia Karlsson, psicóloga social negra, uma das fundadoras do Papo Preta, um projeto terapêutico, a funcionar no Rio de Janeiro, voltado para a saúde e bem estar mental da mulher negra.