Áudio 142 – Tirso Sitoe Sobre Rap E Política Do Afeto – Maputo

Mais uma semana com uma entrevista a partir de Maputo. Desta vez, o nosso entrevistado é Tirso Sitoe, antropólogo e investigador do centro Kaleidoscopio, que tem feito investigação em áreas relacionadas com políticas públicas e cultura. O centro da sua pesquisa envolve a análise da música e dos fazedores de rap (música de crítica e protesto social) em Maputo/Moçambique.

Áudio 139 – Luaty Beirão lança livro – Sou Eu Mais Livre, Então – na Conferência Activisms in Africa

“Só quem sonha é que transforma. Só quem sonha é que muda o mundo. E nós vamos transformando e mudando o nosso pequeno canto. Pensar global, agir local”, Luaty Beirão.

A Afrolis foi ouvir Luaty Beirão na apresentação  do seu livro na Conferência Internacional Activisms in Africa, no ISCTE-IUL (11 de janeiro, 2017).

“Em Junho de 2015, Luaty Beirão e outros 16 activistas foram detidos em Luanda por estarem a ler uma adaptação do livro «Da Ditadura à Democracia», de Gene Sharp, e por questionarem publicamente a liderança de José Eduardo dos Santos. A história correu mundo, e continuar a ler…

Na Conferência Internacional Activisms in Africa, esta quinta-feira, 12 de janeiro de 2017, Luaty Beirão fará parte da mesa redonda de abertura, juntamente com o ativista nigeriano, Leo Igwe, e Juan Tomás Ávila Laurel, um dos intelectuais guinéu-equatorianos de maior projeção internacional. Ler mais

Áudio 136 – Primeira Edição da Feira Afro na Crew Hassan

Feira Afro: “Esta iniciativa tem como objetivos principais contribuir para a promoção, valorização das culturas e artes africanas feitas também por afrodescendentes, dando visibilidade aos trabalhos das/os criadoras/es de várias disciplinas, num processo de pontes que permitam uma ampla e saudável vivência com respeito entre os mesmos e mais cidadãos do mundo tudo num ambiente harmonioso de uma feira o que proporciona oportunidade de trocas, vendas e descobertas.” É assim que os organizadores da Feira Afro apresentam este espaço de trocas culturais. Aqui, na Afrolis, quem fala mais sobre a iniciativa é Alexandre Yewa, membro da chamada Afro Crew e do Coletivo kilomboewa.

No final da Feira Afro, ainda se pode assistir ao concerto do Afroroots com Klement Tsamba, que também estará no espaço Crew Hassan na noite de 23 de dezembro.

Gravação feita através do Skype

Áudio 133 – Campanha pelo direito à nacionalidade portuguesa

O Coletivo Consciência Negra apresenta este sábado [3 de dezembro, 2016], pelas 17h30 na Casa do Brasil de Lisboa a

PROPOSTA DE CAMPANHA PELO DIREITO IMEDIATO À NACIONALIDADE PORTUGUESA A TODOS OS FILHOS DE IMIGRANTES NASCIDOS EM PORTUGAL

“Os últimos tempos têm sido marcados por vários eventos, tomadas de posição e ações coletivas que têm colocado na ordem do dia a discriminação e os atropelos à dignidade de que são vítimas os negros e imigrantes. Por conseguinte, e de forma a reparar injustiças, o coletivo Consciência Negra apela a todas as pessoas e organizações que lutam contra o racismo e pelos direitos dos imigrantes, à realização de ações em comum. ”

José Pereira, membro do Coletivo Consciência Negra, apresenta o coletivo e a sua proposta. Vamos ouvir!

Áudio 132 – Experiência Afro-Brasileira na Tela

O ciclo de cinema A Experiência Afro-Brasileira na Tela vai decorrer entre os dias 10 e 15 de dezembro na Cinemateca Portuguesa e na Casa Independente. Tem um programa diversificado que gira em torno das representações e da representatividade da comunidade afro-brasileira no cinema do Brasil. A organização deste ciclo está por conta do Queer Lisboa em colaboração com a EGEAC – Galerias Municipais/Africa.Cont. E nós vamos falar com João Ferreira, diretor do Queer Lisboa.

Áudio 127 – Sobre “Relatos de uma rapariga nada pudica…”

Lolo Arziki dizia-se uma “rapariga nada pudica” e, nesta entrevista, vamos saber como chegou a esta conclusão…

Formada em vídeo e cinema documental pelo Instituto Politécnico de Tomar, Lolo Arziki é, atualmente, estudante de mestrado em Estética e Estudos Artísticos na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Hoje (20/10/16), a vídeo performance Relatos de uma rapariga nada pudica vai ser um dos pontos de partida para as Conversas Feministas deste mês no espaço Com Calma, onde também estará presente a plataforma Queering style apresentada pela Alexandra Santos que também ja foi nossa convidada.

 

Informações sobre Conversas Feministas AQUI

 

Áudio 121 – Tabacaria Tropical Sta Bazofo

“Bazofo” é uma palavra do crioulo de Cabo Verde que descreve alguém com estilo e atitude. Mas é também uma pequena marca de roupa sustentável e ética da Cova da Moura, fundada por Vítor Sanches, o dono da Tabacaria Tropical. A Tabacaria Tropical abriu em Junho de 2015 e já tem um vasto leque de eventos realizados naquele espaço que” sta bazofo”! Na Cova da Moura não é raro ouvir-se dizer `Bu sta bazofo!`, não só porque muitas pessoas falam crioulo, mas também porque, segundo Vitor Sanches, há muita gente com muito estilo que representa a cultura daquele bairro a sua identidade.

A Bazofo e a Tabacaria Tropical estão presentes nas seguintes redes sociais:

Comentando a música pós-colonial no Lisboa Mistura

O Lisboa Mistura está de volta em 2016 e a Afrolis esteve na Casa Intendente para ouvir a conversa sobre “A música pós-colonial de Portugal – do irromper do Hip Hop nos anos 1990 às manifestações Afro-House do presente”
com Vitor Belanciano, António Brito Guterres, Teresa Fradique, António Contador, Rui Miguel Abreu.

António Contador, um dos oradores:

“Música pós-colonial pode ser o rap que se fazia cá nos anos noventa, pode ser também o Kuduro que se fazia em Portugal nos anos noventa aqui, em Lisboa, e que mudou, que se transformou e que hoje é consumido, se calhar, em maior escala, em Portugal, em Lisboa, mas também nos arredores, em Paris, etc. É também, eventualmente, o Funaná que se dança no BLeza, mas, se calhar, o que me interessava mais dizer é a profunda repulsa que tenho com o termo pós-colonial. Eu acho que há um grande trabalho a fazer em encontrar um novo termo que sirva melhor, que seja mais positivo, que seja mais construtivo. Da mesma forma como segunda geração de imigrantes não serve para classificar ou para qualificar os jovens filhos de imigrantes africanos que são, em larga maioria, portugueses. E, por isso, música pós-colonial serve, se calhar, o contexto histórico português que, talvez, exista ainda, mas que é necessário ultrapassar. E, talvez, o trabalho a fazer é, precisamente, desconstruir esse termo pós-colonial e, sobretudo, substitui-lo por outro, que seja mais carregado de vida e menos carregado do passado histórico complicado. Portanto, se calhar há um trabalho a fazer sobre a história de Portugal, sobre a história da vida dos portugueses, brancos e pretos, mulheres e homens, heterossexuais e homossexuais, para que esses termos deixem de fazer sentido.” (António Contador – orador)

“É interessante, de facto, ouvir essa questão sobre música pós-colonial, porque à priori uma pessoa pode-se questionar “o que é, de facto, música colonial e música pós-colonial?”  até porque a chamada música colonial também tem um histórico de mistura e de origens diversificadas, como a chamada música pós-colonial, que se produz hoje em Portugal, fruto desse território plantado à beira-mar, que hoje se chama Portugal. Por isso, a mim, me faz imensa confusão ter que se criar um caixote para se chamar essa música produzida nos dias de hoje e a dos outros tempos, como se ela não tivesse sido produzida no mesmo território e fruto de experiências diversificadas de um passado e de um presente. Eu acho que não é nenhuma novidade, os povos andarem a trocar experiências, a enriquecerem o que chamam de cultura popular ou cultura nacional. Eu acho que é importante, em primeiro lugar, olhar para essa dimensão do que é a música em Portugal. Agora, os caixotes, eu acho que isso é um problema de quem precisa de colocar as pessoas num espaço que não é um espaço global, que não é um espaço total, e assim os coloca à parte, e fora do chamado público geral. Eu próprio digo várias vezes que há uma questão fundamental, para qualquer artista, a sua maior ambição, seja nas artes plásticas, no cinema, na dança ou na música, a sua primeira ambição é atingir um público global, não é atingir um público em específico. Por isso, essa ideia da música pós-colonial nos remete para uma dimensão de público específico, que parar mim é discriminatório, porque a produção artística visa, única e exclusivamente, todas as pessoas interessadas nela. “ (Manuel dos Santos – público)

 

Áudio 113 – Racismo em Português, com Joana Gorjão Henriques

A nossa entrevistada de hoje é Joana Gorjão Henriques, jornalista do Público e autora do livro Racismo em Português.

Consciente do meu lugar de privilégio – o de jornalista branca de um país que tem dominado a versão do que foi a história colonial – procurei na escrita das reportagens dar primazia aos testemunhos pessoais. Mais do que tecer julgamentos sobre se o que as pessoas contaram estava certo ou errado, quis sobretudo ouvir o que sentem e como olham para a discriminação racial exercida pelos portugueses durante o colonialismo, que narrativas perduram em cada país, que cicatrizes permanecem. Quis ouvir a sua versão da história.Joana Gorjão Henriques

O livro já pode ser comprado na página da editora Tinta da China e, a partir de dia 24 de junho, podem comprá-lo em todas as livrarias do país.

Apoios para a realização do trabalho de Joana Gorjão Henriques: Público e Fundação Francisco Manuel dos Santos.

Áudio 108 – “Queer é questionar”, Alexa Santos

“Queer é questionar. Queer é dizer assim: Este é o status quo. E por que é que este é o status quo? É perceber que tudo vem de uma construção e que nós podemos desconstruí-la.”

“O Queering Style é um lugar de comunhão, de convergência de diferentes identidades. É um espaço onde podemos falar dos assuntos que nos interessam através dos meios que mais gostamos, da forma mais nossa possível. O Queering Style não é de ninguém, é de toda a gente que se identifique com o projeto.” Esta é parte da descrição do blogue Queering Style.  Alexa Santos é a impulsionadora do projeto que foi lançado em inícios de 2016 com uma equipa de pessoas que dão corpo ao seu sonho, que agora é de muitas pessoas. Alexa já trabalha desde 2009, através do voluntariado, com organizações que tratam questões de género, LGBT e  Queer e agora fala-nos Queering Style.