Nós Nos Livros: Joaquim Pinto de Andrade – uma quase autobiografia

Eu acho importante ler este livro porque…

Por Adolfo Maria

Joaquim Pinto de Andrade é um dos pioneiros do moderno nacionalismo angolano, por isso sofreu durante treze anos prisões e desterros impostos pelo regime colonial português, ao qual se opôs tenazmente pelas suas acções: consciencializando angolanos sobre os ideais da independência, integrando grupos políticos nacionalistas, desafiando em corajosa atitude os esbirros coloniais quando estava  preso, dizendo-lhes olhos nos olhos porque era justa a luta dos angolanos e porque ele, J. P. Andrade, devia estar ao lado do seu povo na luta pela independência de Angola. E, já no país independente, continuou sempre ao lado do povo, afrontando temerariamente a intimidação e a repressão, reclamando contra as injustiças, pugnando pela democracia, sempre digno, sempre coerente, numa exemplar atitude de cidadão.

Foto: Salambende Mucari

Sobre ele e o seu combate foi publicado agora um livro Joaquim Pinto de Andrade – uma quase autobiografia . Editado pela “Afrontamento”, é uma publicação resultante do incansável esforço de recolha documental feito pela mulher de Joaquim, a Tó, e coroado com o precioso trabalho final executado pela Diana Andringa, dando-nos uma obra onde impera o rigor.

Numerosos documentos ilustram a porfiada luta de Joaquim Pinto de Andrade pela independência e dignidade do povo angolano, nomeadamente o corajoso combate contra a tenebrosa polícia do regime salazarista, a PIDE, e depois pela democracia no seio do MPLA e em Angola. Discursos, cartas e comunicações do Joaquim aqui publicados revelam a sua erudição e cultura  (Joaquim Pinto de Andrade, padre quando foi preso, era formado em Filosofia e Teologia, dominava sete línguas: latim, italiano, francês, inglês, alemão, kimbundu e português).

Nesta obra de cuidada edição: Joaquim Pinto de Andrade – uma quase autobiografia, acompanhamos o exaltante percurso deste nacionalista angolano, um humanista e incansável combatente da liberdade, que tem craveira universal, mas que está pouco presente na historiografia angolana e é ignorado ou minimizado pelas várias histórias oficiais: a do MPLA e a de Angola.

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Áudio 138 – Aqu’Alva Stória – Festival, contado por Adriano Reis

A Associação de Dinamização Ambiental, Social e Cultural de Portugal (RJ ANIMA) promove o Aqu’Alva Stória – Festival, que arranca oficialmente no dia 10 de janeiro, mas decorre de 1 a 8 de abril de 2017. Anualmente o festival dedica-se à descoberta da narração oral de um dos países de comunidades em que se fala o português. Nesta segunda edição do festival o país convidado é Timor. Adriano Reis, contador de histórias, ator e dinamizador cultural cabo-verdiano, conta-nos mais sobre esta iniciativa da qual é  impulsionador, através da RJ ANIMA.

 

Áudio 136 – Primeira Edição da Feira Afro na Crew Hassan

Feira Afro: “Esta iniciativa tem como objetivos principais contribuir para a promoção, valorização das culturas e artes africanas feitas também por afrodescendentes, dando visibilidade aos trabalhos das/os criadoras/es de várias disciplinas, num processo de pontes que permitam uma ampla e saudável vivência com respeito entre os mesmos e mais cidadãos do mundo tudo num ambiente harmonioso de uma feira o que proporciona oportunidade de trocas, vendas e descobertas.” É assim que os organizadores da Feira Afro apresentam este espaço de trocas culturais. Aqui, na Afrolis, quem fala mais sobre a iniciativa é Alexandre Yewa, membro da chamada Afro Crew e do Coletivo kilomboewa.

No final da Feira Afro, ainda se pode assistir ao concerto do Afroroots com Klement Tsamba, que também estará no espaço Crew Hassan na noite de 23 de dezembro.

Gravação feita através do Skype

Áudio 121 – Tabacaria Tropical Sta Bazofo

“Bazofo” é uma palavra do crioulo de Cabo Verde que descreve alguém com estilo e atitude. Mas é também uma pequena marca de roupa sustentável e ética da Cova da Moura, fundada por Vítor Sanches, o dono da Tabacaria Tropical. A Tabacaria Tropical abriu em Junho de 2015 e já tem um vasto leque de eventos realizados naquele espaço que” sta bazofo”! Na Cova da Moura não é raro ouvir-se dizer `Bu sta bazofo!`, não só porque muitas pessoas falam crioulo, mas também porque, segundo Vitor Sanches, há muita gente com muito estilo que representa a cultura daquele bairro a sua identidade.

A Bazofo e a Tabacaria Tropical estão presentes nas seguintes redes sociais:

Áudio 113 – Racismo em Português, com Joana Gorjão Henriques

A nossa entrevistada de hoje é Joana Gorjão Henriques, jornalista do Público e autora do livro Racismo em Português.

Consciente do meu lugar de privilégio – o de jornalista branca de um país que tem dominado a versão do que foi a história colonial – procurei na escrita das reportagens dar primazia aos testemunhos pessoais. Mais do que tecer julgamentos sobre se o que as pessoas contaram estava certo ou errado, quis sobretudo ouvir o que sentem e como olham para a discriminação racial exercida pelos portugueses durante o colonialismo, que narrativas perduram em cada país, que cicatrizes permanecem. Quis ouvir a sua versão da história.Joana Gorjão Henriques

O livro já pode ser comprado na página da editora Tinta da China e, a partir de dia 24 de junho, podem comprá-lo em todas as livrarias do país.

Apoios para a realização do trabalho de Joana Gorjão Henriques: Público e Fundação Francisco Manuel dos Santos.

Áudio 112 – Armindo Tavares e histórias verídicas de CV

ARMINDO MARTINS TAVARES é um escritor natural de Cabo Verde, da ilha de Santiago, que se naturalizou português há mais de 20 anos e vive na área de Grande Lisboa. Trabalha e faz as suas investigações sobre o processo da formação do povo de Cabo Verde e escreve desde peças de teatro, poesia a histórias infantis. Aqui Armindo Martins Tavares fala-nos de o seu novo livro “Café com água da Tóbia”.

 

Para  comprar o livro podem contactar diretamente com o autor:

Tel. 965248325

Email: amtavares3@hotmail.com