Áudio 181 – Vidas Negras Importam

A 22 de maio de 2018 teve início o julgamento de 17 agentes da esquadra de Alfragide, acusados de tortura e racismo a seis jovens da Cova da Moura. Este processo diz respeito a um caso que remonta a 5 de fevereiro de 2015, altura em que entrevistei uma das vítimas, LBC ou Flávio Almada. Esta é uma acusação inédita dirigida a quase uma esquadra inteira. No entanto, não tem sido fácil para as vítimas reviver o sucedido e elas precisam do nosso apoio. Mulheres negras juntaram-se para apelar à participação nas audiências do julgamento que terminaram esta semana mas vão continuar em setembro no Tribunal de Sintra.

LBC juntou também a sua voz às vozes destas mulheres negras relembrando a importância deste e de outros casos de violência contra corpos negros, como foi o de Nicol Quinayas. A jovem mulher negra foi agredida na noite de S. João, no Porto, por um segurança de uma empresa, ao serviço da Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP).
Esta sexta-feira, 13 de julho, vai haver uma concentração contra o Racismo de Estado e pela Punição de Crimes Racistas. O Encontro esta marcado para as 18h, no Largo de São Domingos, no Rossio, em Lisboa.

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Áudio 180 – Serviço Social e Combate ao Racismo

Esta quinta-feira vamos falar sobre as expressões do racismo na educação brasileira e os contributos do Serviço Social e tentar fazer um paralelo com o que acontece em Portugal.

 

Heide de Jesus Damasceno, apresentou o tema no Lugar de Fala, em Alfama, Lisboa, no mês de junho e diz-nos que “o quotidiano das escolas é repleto de situações discriminatórias. Quando se trata de ser uma aluna negra, as expressões do racismo e de género promovem articulações perversas que podem perdurar por toda vida pessoal e académica. O Serviço Social pode contribuir através de análises sobre as reproduções sociais do racismo na política de educação e nas relações dentro da escola.”

Heide de Jesus Damasceno atua como assistente social do Instituto Federal da Bahia / Campus de Salvador e assistente social colaboradora do Instituto Cultural Steve Biko, ambos no Estado da Bahia, Brasil. Cursa o doutorado em Serviço Social pelo Instituto Universitário de Lisboa – ISCTE-IUL. É licenciada e mestre em Serviço Social pela Universidade Federal de Sergipe (Brasil). Pesquisadora na área do Serviço Social, Educação e Racismo.

Título da pesquisa de tese: As Trajetórias Escolares das Estudantes Afrodescendentes/Negras na Educação Profissional em Portugal e Brasil: contributos para a intervenção do Serviço Social.

Áudio 179 – Mostras do Espetáculo Igbádú – O Céu e a Terra

A Companhia de dança afro contemporânea – Agadá, apresenta mostras do seu primeiro espetáculo “Igbádú – O Céu e a Terra” nos dias 19, 20 e 27 de maio. O musical é coreografado por Jorge Cipriano, um dos fundadores e sonhadores da companhia, e gira em torno do processo de criação do mundo a partir do povo iorubá, no sentido de valorizar uma visão contemporânea dos mitos africanos sobre a criação do planeta Terra e dos seres humanos . Pedro Henrique Barbosa, o diretor artístico da Companhia, fala-nos do espetáculo.

Mostra no Museu Nacional do Teatro, 19 de maio

Áudio 178 – Racismo no País dos Brancos Costumes, por Joana Gorjão Henriques

Hoje quem nos fala e Joana Gorjão Henriques jornalista e autora do livro “Racismo em Português”, editado pela Tinta da China em 2016, que trata o lado africano da historia colonial. Agora, em 2018, lança o livro “Racismo no País dos Brancos Costumes”.

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“Este é um livro, no limite, para a sociedade branca que tem que desenhar políticas publicas e que tem que olhar de frente este problema e traçar estratégias para combater o racismo e a discriminação racial.” (Joana Gorjão Henriques)

Segundo o evento do Facebook:”O dia do lançamento do livro “Racismo no País dos Brancos Costumes”, da jornalista Joana Gorjão Henriques, será também o dia de um ciclo de debates sobre racismo em Portugal: conversas inspiradas pelas histórias do livro, sobre Educação, Justiça e Nacionalidade, e também performances teatrais e leitura de poesia, com entrada livre.”

Áudio 177 – Rock in Rio destaca músicos africanos no Palco Rock Street

O Rock in Rio Lisboa  2018 realiza-se nos fins de semana de 23 – 24 de junho e 29 – 30 de junho de 2018.  Na edição deste ano, o palco EDP Rock Street vai promover um encontro entre tradição e modernidade, ao som das músicas de África. Semba, Kilapanga, Funaná, Coladeira, Rumba, Jazz, Rock, Afro-Punk, Kwaito e Kuduro são alguns dos ritmos que vão passar pelo Palco EDP Rock Street.

Entre os artistas convidados estão Bonga, Selma Uamusse, Ferro Gaita, Baloji, Paulo Flores, Nástio Mosquito, Kimi Djabaté, entre outros nomes. Paula Nascimento é a curadora do palco EDP Rock Street e fala-nos mais sobre esta iniciativa do Rock in Rio.

Áudio 176 – III°Aqu’Alva Stória

De 6 a 15 de abril, realiza-se o III° Encontro Internacional de Narração Oral da Lusofonia, em diversos espaços do concelho de Sintra. O lema do Festival é ” Santos de casa fazem milagres… Somos todos Sintrenses!”

Rui Oliveira e António Bartolomeu, fazem parte da organização (RJ ANIMA – Associação de Dinamização Ambiental, Social e Cultural) e falam-nos sobre o conceito deste Encontro!

Sobre a programação AQUI

 

Áudio 175 – Judoca negro, Célio Dias, assume-se homossexual

“Somos super-heróis. (…) É um estigma. O negro não pode ser doente mental. O negro não pode ser gay. O negro não pode ser transexual. Existe uma parte da comunidade que tem este pensamento que não possibilita a nossa expressão enquanto indivíduos.” Célio Dias é judoca e foi atleta olímpico. Homem negro, assume-se como homossexual e sofre de uma doença mental, a síndrome esquizo compulsiva. Tentou o suicídio por duas vezes mas agora procura partilhar a sua história para inspirar outros a contarem narrativas diferentes.

Mais sobre Célio Dias: Entrevista Record