Poemas da Ciência de Voar e da Engenharia de Ser Ave

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Ocorre-me agora
a pupila minúscula de uma criança.
A sua engenharia
desde o corpo na guerreira pequenez
ao dedo provador da boca.
Ocorre-me esta criança
este monge da franqueza em seu templo de inocência.
Amo-a. Vivo-a.

Voar é poder amar uma criança.
Sonhar-lhe o peso no colo, as mãos acariciantes
sobre a palma da alma.

Voar é tardar a boca
na rosa do rosto de uma criança.
Pronunciar-lhe a ternura,
a seda fresca e pura
da sua infância.

Voar é adormecer o homem
na mão sonhadora
de uma criança.

(Autor:  Eduardo White

Leitura: Eugénia Quaresma)

 

0 comentário em “Poemas da Ciência de Voar e da Engenharia de Ser Ave”

  1. Eugénia Costa Quaresma

    Olá Bom dia,

    Ficou bem, é um poema repleto de palavras difíceis.

    A parte que seleccionaste é uma das mais bonitas

    Beijinhos

    Eugénia

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