Áudio 128 – Exposição Bantumen: a participação de Piera Moreau

A Bantumen, apresenta-se como a primeira revista masculina online, dedicada à comunidade africana de língua oficial portuguesa, que dá a conhecer tendências de lifestyle e entretenimento. Esta publicação vai realizar uma exposição de 3 a 5 de Novembro, que vai fundir, no mesmo espaço, arte plástica, fotografia e música. O evento vai acontecer, aqui em Lisboa, na Casa de Angola, em parceria com a FUBA (especialista em curadoria, dedicada a artistas africanos) e a BC (empresa de organização de eventos).

A nossa convidada de hoje, Piera Moreau, é uma das artistas plásticas angolanas convidadas.

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Áudio 127 – Sobre “Relatos de uma rapariga nada pudica…”

Lolo Arziki dizia-se uma “rapariga nada pudica” e, nesta entrevista, vamos saber como chegou a esta conclusão…

Formada em vídeo e cinema documental pelo Instituto Politécnico de Tomar, Lolo Arziki é, atualmente, estudante de mestrado em Estética e Estudos Artísticos na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Hoje (20/10/16), a vídeo performance Relatos de uma rapariga nada pudica vai ser um dos pontos de partida para as Conversas Feministas deste mês no espaço Com Calma, onde também estará presente a plataforma Queering style apresentada pela Alexandra Santos que também ja foi nossa convidada.

 

Informações sobre Conversas Feministas AQUI

 

Áudio 120 – Sobre o “Afro Lisboa”, filme realizado por Ariel de Bigault

Ariel de Bigault e francesa e foi precursora da divulgação das ‘culturas chamadas lusófonas’, E uma agente cultural, investigadora e documentarista. Dois dos seus filmes chamaram-nos a atenção, o Afro Lisboa e o Margem Atlântica. Na entrevista de hoje falamos sobre estes trabalhos, que mostram que a luta por um espaço na cena cultural portuguesa, por parte de afrodescendentes, já vem de há muito.

Comentando a música pós-colonial no Lisboa Mistura

O Lisboa Mistura está de volta em 2016 e a Afrolis esteve na Casa Intendente para ouvir a conversa sobre “A música pós-colonial de Portugal – do irromper do Hip Hop nos anos 1990 às manifestações Afro-House do presente”
com Vitor Belanciano, António Brito Guterres, Teresa Fradique, António Contador, Rui Miguel Abreu.

António Contador, um dos oradores:

“Música pós-colonial pode ser o rap que se fazia cá nos anos noventa, pode ser também o Kuduro que se fazia em Portugal nos anos noventa aqui, em Lisboa, e que mudou, que se transformou e que hoje é consumido, se calhar, em maior escala, em Portugal, em Lisboa, mas também nos arredores, em Paris, etc. É também, eventualmente, o Funaná que se dança no BLeza, mas, se calhar, o que me interessava mais dizer é a profunda repulsa que tenho com o termo pós-colonial. Eu acho que há um grande trabalho a fazer em encontrar um novo termo que sirva melhor, que seja mais positivo, que seja mais construtivo. Da mesma forma como segunda geração de imigrantes não serve para classificar ou para qualificar os jovens filhos de imigrantes africanos que são, em larga maioria, portugueses. E, por isso, música pós-colonial serve, se calhar, o contexto histórico português que, talvez, exista ainda, mas que é necessário ultrapassar. E, talvez, o trabalho a fazer é, precisamente, desconstruir esse termo pós-colonial e, sobretudo, substitui-lo por outro, que seja mais carregado de vida e menos carregado do passado histórico complicado. Portanto, se calhar há um trabalho a fazer sobre a história de Portugal, sobre a história da vida dos portugueses, brancos e pretos, mulheres e homens, heterossexuais e homossexuais, para que esses termos deixem de fazer sentido.” (António Contador – orador)

“É interessante, de facto, ouvir essa questão sobre música pós-colonial, porque à priori uma pessoa pode-se questionar “o que é, de facto, música colonial e música pós-colonial?”  até porque a chamada música colonial também tem um histórico de mistura e de origens diversificadas, como a chamada música pós-colonial, que se produz hoje em Portugal, fruto desse território plantado à beira-mar, que hoje se chama Portugal. Por isso, a mim, me faz imensa confusão ter que se criar um caixote para se chamar essa música produzida nos dias de hoje e a dos outros tempos, como se ela não tivesse sido produzida no mesmo território e fruto de experiências diversificadas de um passado e de um presente. Eu acho que não é nenhuma novidade, os povos andarem a trocar experiências, a enriquecerem o que chamam de cultura popular ou cultura nacional. Eu acho que é importante, em primeiro lugar, olhar para essa dimensão do que é a música em Portugal. Agora, os caixotes, eu acho que isso é um problema de quem precisa de colocar as pessoas num espaço que não é um espaço global, que não é um espaço total, e assim os coloca à parte, e fora do chamado público geral. Eu próprio digo várias vezes que há uma questão fundamental, para qualquer artista, a sua maior ambição, seja nas artes plásticas, no cinema, na dança ou na música, a sua primeira ambição é atingir um público global, não é atingir um público em específico. Por isso, essa ideia da música pós-colonial nos remete para uma dimensão de público específico, que parar mim é discriminatório, porque a produção artística visa, única e exclusivamente, todas as pessoas interessadas nela. “ (Manuel dos Santos – público)

 

Áudio 115 – Kimi Djabaté, Músico Griot

“Nós não podemos ter vergonha de quem somos! Eu não tenho vergonha de ser griot”

Músico guineense, vocalista, balafonista, guitarrista e considerado embaixador da cultura mandinga e guineense em Portugal, Kimi Djabaté, é o nosso convidado de hoje.
No próximo sábado, 2 de julho, estará no palco do Grupo Desportivo da Pena, em Lisboa, para fechar a tour da Musa.

 

 

Áudio 110 – Afrodescendentes no Sistema Educativo Português

“O que nos dizem as estatísticas oficiais sobre a situação dos afrodescendentes no sistema educativo português, do 1º ciclo ao ensino superior? Qual o papel do racismo institucional nas desigualdades evidentes?”

A investigadora Cristina Roldão (CIES-IUL) apresentou em Abril resultados do seu trabalho “Afrodescendentes no Sistema Educativo Português”. Hoje vamos ouvi-la falar sobre o processo de investigação e os resultados.

Áudio 109 – Lançamento do livro A Leste de Tudo: Flaviano Mindela Dos Santos

Flaviano Mindela Dos Santos, pintor, fotógrafo e escritor, lança o seu livro A Leste de Tudo no Bar/Restaurante Tabernáculo.  Flaviano fala-nos do seu percurso como escritor, de histórias da sua infância. e de famílias perseguidas durante o colonialismo.  Na mesa de apresentação: A editora representada por Paula OZ, o autor Flaviano Mindela Dos Santos, o apresentador Abílio Bragança Neto e Hernâni Miguel.

A LESTE DE TUDO – Crónicas de uma Infância: uma história verídica, bastante marcante, emocionante e expressiva.

 

Áudio 108 – “Queer é questionar”, Alexa Santos

“Queer é questionar. Queer é dizer assim: Este é o status quo. E por que é que este é o status quo? É perceber que tudo vem de uma construção e que nós podemos desconstruí-la.”

“O Queering Style é um lugar de comunhão, de convergência de diferentes identidades. É um espaço onde podemos falar dos assuntos que nos interessam através dos meios que mais gostamos, da forma mais nossa possível. O Queering Style não é de ninguém, é de toda a gente que se identifique com o projeto.” Esta é parte da descrição do blogue Queering Style.  Alexa Santos é a impulsionadora do projeto que foi lançado em inícios de 2016 com uma equipa de pessoas que dão corpo ao seu sonho, que agora é de muitas pessoas. Alexa já trabalha desde 2009, através do voluntariado, com organizações que tratam questões de género, LGBT e  Queer e agora fala-nos Queering Style.

 

Áudio 107 – Plataforma Femafro

Raquel Rodrigues e Dary Carvalho são as coordenadoras da organização Plataforma Femafro – Frente de mulheres africanas. Ambas trabalham a questão do feminismo negro no seguimento da experiência que juntaram a desenvolver trabalhos com mulheres em organizações como a Bué Fixe e a Solidariedade Imigrante. No próximo dia 30 de Abril vão fazer um encontro de feministas negras, em Lisboa, no MOB- Espaço Associativo. Com este encontro pretendem juntar mulheres negras e outras pessoas interessadas na temática para participar ativamente na plataforma Femafro.

As inscrições podem ser feitas até quinta-feira, dia 28 de Abril de 2016, para o email: femafroportugal@gmail.com.

Cartaz