Nós No Cabelo – Testemunho de Mindy

Olá sou a Mindy!

A minha transição para o natural começou praticamente em 2014 (quando deixei de usar químicos no cabelo). Foram vários fatores que influenciaram a minha mudança e aceitação, mas a coragem para cortar e começar do zero só veio em 2015.
Confesso que não me imaginava com cabelo curto, nunca cortei mais do que pontas estragadas… Não me arrependi e confesso que durante esta caminhada:
– Aprendi a aceitar a minha carapinha tal como ela é; vou aprendendo a ter paciência para tratar do meu cabelo; aprendi o porquê de não gostarmos que as pessoas toquem no nosso cabelo (agora faz sentido); aprendi a lidar com perguntas curiosas, por vezes ignorantes, sobre o meu “tipo” de cabelo; aprendi que não preciso de alisar a minha carapinha para ser aceite.
Conclusão: sinto-me mais ligada às minhas raízes. Tenho consciência do que a minha carapinha  representa para mim. E tenho orgulho dela tal como é.
Se soubesse o que sei hoje e se pudesse voltar uns anos atrás, não usaria químicos para relaxar o meu cabelo, sabendo que existem outras maneiras de amaciá-lo sem recorrer a químicos.

O objetivo continua lá, o caminho ainda é longo, os olhares desaprovadores continuam a espreitar pelo canto, mas sou fiel à minha .

Nós No Cabelo – Testemunho de Renata

Olá chamo-me Renata e tenho 27 anos. Há um ano e tal decidi não usar mais químicos (desfrisantes) no meu cabelo. Como usava sempre extensões, o meu cabelo ficou muito danificado e tinha sempre a necessidade de desfrisar alguma parte para ficar liso e igual à tissagem. Decidi cuidar do meu próprio cabelo e usar os produtos adequados para deixá-lo mais saudável e garanto que, cada vez mais, estou feliz e satisfeita com o resultado. Esta decisão não só foi tomada pelo facto do meu cabelo estar danificado, mas também porque decidi aceitar-me como a mulher africana poderosa que sou. O meu afro representa as minhas origens, a minha cultura, a minha força, poder e o meu valor. O meu cabelo é bonito e não preciso de cobri-lo com outros penteados “aceitáveis”.