Áudio 85 – Sobre Van Dunem, a Primeira Mulher Negra Como Ministra Em Portugal

Romualda Fernandes

Romualda Fernandes, assessora do primeiro secretário da mesa da assembleia municipal de Lisboa

Duas personalidades negras ativas na política em Portugal há largos anos, partilham as suas visões sobre a notícia da semana para as comunidades afrodescendentes em Portugal: O novo governo português, liderado pelo socialista António Costa e apoiado pelo Bloco de Esquerda, Partido Comunista e Os Verdes, vai ter uma ministra da Justiça negra. O seu nome e Francisca Van Dunem, a procuradora-geral adjunta, responsável pelo Ministério Público em Lisboa. No programa de hoje vamos ficar a saber o que Romualda Fernandes, assessora do primeiro secretário da mesa da assembleia municipal de Lisboa, e Mamadou Ba, dirigente da associação SOS Racismo e membro do Bloco de Esquerda, pensam da nomeação de Fancisca van Dunem para ministra da justiça neste novo governo.

 

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Áudio 31 – Mamadou Ba Descreve Relação Entre Cultura e Racismo (Parte II)

Mamadou Ba, nasceu no Senegal e vive há 17 anos em Portugal. É ativista do SOS Racismo e fala-nos sobre Cultura e Racismo – tema da Agenda de 2015 da organização anti-racista, lançada no início de Novembro aqui em Lisboa. Nesta segunda parte da entrevista com Mamadou Ba, o ativista continua a problematizar a herança de grandes pensadores para a luta anti-racista e/ou para a construção do pensamento racista.

Áudio 30 – Mamadou Ba Descreve Relação Entre Cultura E Racismo (Parte I)

Mamadou Ba, diz-se uma pessoa como outra qualquer. Nasceu no Senegal, vive há 17 anos em Portugal e é ativista do SOS Racismo. Vamos falar sobre Cultura e Racismo  – tema da Agenda de 2015 da organização anti-racista, lançada no início de Novembro aqui em Lisboa. Mamadou Ba problematiza a herança de grandes pensadores para a luta anti-racista. Um exemplo é o excerto da obra Observações sobre o sentimento do belo e do sublime de 1764 do filósofo alemão Immanuel Kant:

“Os negros da África não possuem, por natureza, nenhum sentimento que se eleve acima do ridículo. O senhor Hume desafia qualquer um a citar um único exemplo em que um Negro tenha mostrado talentos, e afirma: dentre os milhões de pretos que foram deportados de seus países, não obstante muitos deles terem sido postos em liberdade, não se encontrou um único sequer que apresentasse algo grandioso na arte ou na ciência, ou em qualquer outra aptidão; já entre os brancos, constantemente arrojam-se aqueles que, saídos da plebe mais baixa, adquirem no mundo certo prestígio, por força de dons excelentes. Tão essencial é a diferença entre essas duas raças humanas, que parece ser tão grande em relação às capacidades mentais quanto à diferença de cores.”